Hugo Motta consolida vitória contra governo com 383 votos, enquanto Senado se prepara para votação decisiva
A Câmara dos Deputados aprovou com 383 votos a favor e 98 contra o projeto que derruba os decretos do governo sobre o aumento do IOF, em uma decisão que pega o Palácio do Planalto de surpresa e coloca em xeque a MP 1.303/2025 que estabelece tributação de 17,5% sobre criptomoedas. A votação, conduzida pelo presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) nesta quarta-feira (25), representa a maior derrota do governo Lula no Congresso e confirma a resistência parlamentar às medidas fiscais que impactam diretamente o mercado de criptoativos. O resultado superou até mesmo os 346 votos obtidos na aprovação da urgência na semana passada, demonstrando o crescimento da oposição às políticas tributárias do Executivo.
Hugo Motta consolida vitória contra governo com 383 votos, enquanto Senado se prepara para votação decisiva
A decisão da Câmara coloca em risco a MP 1.303/2025, que nossa análise anterior já havia identificado como uma ameaça ao setor de criptomoedas brasileiro. A medida provisória não apenas elimina a isenção de R$ 35 mil mensais para operações com Bitcoin e outras criptomoedas, mas também estabelece uma alíquota fixa de 17,5% sobre todos os ganhos, acabando com a tributação progressiva que beneficiava pequenos investidores. Para exchanges como a BitcoinP2P e outras fintechs do setor, isso significa não apenas o aumento da carga tributária para os clientes, mas também a elevação da CSLL de 9% para 15%, equiparando-as aos grandes bancos tradicionais. O cenário se agrava com a expectativa de que o Senado vote ainda hoje, com Davi Alcolumbre (União-AP) mobilizando senadores para aprovar a derrubada logo após a Câmara.
Hugo Motta consolida vitória contra governo com 383 votos, enquanto Senado se prepara para votação decisiva
Com o Senado sinalizando aprovação provável do projeto que derruba o IOF, o governo enfrenta agora o desafio de reformular completamente sua estratégia fiscal para 2025. A derrubada dos decretos do IOF não significa automaticamente o fim da MP 1.303/2025, mas enfraquece significativamente a posição do governo para aprovar medidas impopulares no Congresso. Para o mercado de criptomoedas brasileiro, isso abre uma janela de oportunidade para que o setor negocie alterações na MP ou mesmo sua rejeição completa, preservando a isenção de R$ 35 mil que tem sido fundamental para a adoção de Bitcoin e outras criptomoedas como meio de pagamento. A articulação entre Hugo Motta e Davi Alcolumbre demonstra que o Congresso está disposto a confrontar o Executivo em questões fiscais, criando um novo cenário político que pode beneficiar tanto investidores quanto empresas do setor cripto.
Hugo Motta consolida vitória contra governo com 383 votos, enquanto Senado se prepara para votação decisiva
A derrota histórica agrava a deterioração da imagem do governo Lula, que passa a ser percebido pela população como uma gestão focada exclusivamente no aumento de impostos, sem grandes conquistas ou bandeiras mobilizadoras. Fernando Haddad, que virou meme nas redes sociais como “ministro dos impostos”, simboliza a insatisfação popular com a política fiscal agressiva que penaliza desde pequenos investidores até usuários de criptomoedas. Essa percepção negativa pode ter reflexos diretos nas próximas eleições presidenciais, prejudicando as chances da legenda petista de se manter competitiva eleitoralmente, especialmente entre jovens e investidores que veem no Bitcoin e outras criptomoedas uma alternativa ao sistema financeiro tradicional.