Se a FTX de Sam Bankman-Fried não tivesse liquidado seus investimentos após o colapso de 2022, o portfólio da empresa falida valeria cerca de US$ 114 bilhões em abril de 2026. Essa é a conta que viralizou no mercado depois que uma análise detalhada dos seis principais ativos da massa falida mostrou retornos que iriam de 3x a surpreendentes 15.000x — no caso da startup de IA Cursor.

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Os US$ 114 bilhões que escaparam
A conta circulou em abril de 2026 após o threads “Stock Sharks” publicar os múltiplos reais de cada posição. Veja a tabela consolidada:
| Ativo | Valor se mantido (2026) | Múltiplo vs preço de liquidação |
|---|---|---|
| Anthropic (IA) | US$ 82,3 bilhões | 165x |
| SpaceX (aeroespacial) | US$ 15,0 bilhões | 75x |
| Solana (cripto) | US$ 5,1 bilhões | 27x |
| Robinhood (fintech listada) | US$ 4,9 bilhões | 8x |
| Genesis Digital Assets (mineração) | US$ 3,5 bilhões | 3x |
| Cursor (coding IDE com IA) | US$ 3,0 bilhões | 15.000x |
| TOTAL | ~US$ 114 bilhões | – |
O maior erro: Anthropic por US$ 500 milhões
A posição mais dramática foi Anthropic. A FTX tinha uma fatia de cerca de 8% na empresa, comprada por aproximadamente US$ 500 milhões. O liquidante vendeu em duas tranches — totalizando algo entre US$ 1,3 e 1,4 bilhão. Se tivesse aguardado, hoje essa mesma fatia valeria em torno de US$ 82,3 bilhões.
A Anthropic, criadora do Claude e concorrente direta da OpenAI, atingiu avaliação estimada em mais de US$ 1 trilhão no começo de 2026 — multiplicando por 165 o valor da entrada original.
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E a Solana, vendida “a preço de banana”
Outro capítulo que doeu nos credores foi Solana. A FTX tinha mais de 41 milhões de SOL com trava de liberação (locked tokens). O liquidante vendeu em lotes a preços entre US$ 20 e US$ 60, para evitar crashar o mercado. A SOL chegou a bater mais de US$ 200 em 2025 e se mantém acima dos US$ 120 no começo de 2026.
Se a posição tivesse sido segurada, ela valeria em torno de US$ 5,1 bilhões, contra a fração disso que foi efetivamente arrecadada.
Cursor: o cheque de US$ 200 mil que virou US$ 3 bilhões
A multiplicação mais impressionante foi a do cheque de venture em Cursor, IDE de programação com IA que explodiu entre 2024 e 2026 como um dos produtos mais badalados do mercado de dev tools. O investimento original — algo em torno de US$ 200 mil no seed — estaria valendo cerca de US$ 3 bilhões hoje, em múltiplo superior a 15.000x.
O caso ilustra um velho truísmo do mercado de venture: a distribuição de retornos é extremamente enviesada. Poucas empresas fazem o fundo inteiro.
Os múltiplos que a FTX deixou sobre a mesa
165x
Anthropic
75x
SpaceX
27x
Solana
15.000x
Cursor
Qual é a grande lição para o investidor brasileiro?
O “e se” é fácil de fazer no retrovisor. O problema real não é o liquidante da FTX ter tomado decisões ruins — é que, uma vez que seus ativos entram em um processo falimentar, você deixa de decidir. Três aprendizados concretos:
- Custódia própria vale mais do que rentabilidade extra: manter seu Bitcoin em hardware wallet elimina o risco de qualquer corretora quebrar e liquidar sua posição no pior momento.
- Diversificação não é só entre ativos, é entre custódias: mesmo para quem usa exchanges, espalhar entre várias e retirar para wallets próprias reduz o impacto de um único evento.
- Tempo no mercado > timing no mercado: a FTX vendeu rápido para cobrir credores. Investidores de longo prazo que seguraram Anthropic, Solana e SpaceX multiplicaram o patrimônio.
“O maior risco num ativo volátil não é o preço oscilar. É você perder a chave privada, ou pior, delegar a custódia a alguém que pode ser obrigado a vender.”
— Observação frequente no mercado
Importante: os fundos não eram “da FTX”
É fundamental lembrar o contexto legal. Boa parte desses investimentos foi feita com dinheiro de clientes direcionado indevidamente para a Alameda Research e para apostas de venture. Não eram recursos próprios da empresa. O “lucro hipotético” que a conta de US$ 114 bilhões mostra, na verdade, seria aplicado a cobrir credores — mas mesmo assim, a vendedora rápida rendeu muito menos do que teria rendido.
Em processo falimentar, há prazos, obrigações legais e necessidade de caixa. O liquidante não tem como “apostar” na tese de longo prazo. Daí a lição para o investidor comum: não entregue seu futuro financeiro a alguém cuja mandato é vender rápido.
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Perguntas Frequentes
A FTX realmente valeria US$ 114 bilhões hoje?
Esse é o valor estimado dos seis principais investimentos (Anthropic, SpaceX, Solana, Robinhood, Genesis Digital Assets e Cursor) caso não tivessem sido liquidados. É um cálculo baseado em valuations e preços atuais, não em valor “real” acessível aos credores.
Os clientes da FTX vão receber de volta?
O processo falimentar segue em andamento e já devolveu a maior parte das reclamações dos credores em dólares americanos. Mas essa devolução é em valor nominal — não reflete o que o portfólio teria valorizado.
Por que os administradores da massa venderam tão cedo?
Em falência corporativa, o administrador tem dever fiduciário de converter ativos em caixa para pagar credores dentro de prazos. Isso costuma priorizar liquidez em detrimento de upside.
Como evitar ficar exposto a um colapso tipo FTX?
Os três pilares: custódia própria (hardware wallet), diversificação entre plataformas e entender que exchange não é banco — seus fundos em corretora podem ser impactados por decisões judiciais ou por falência da empresa.
Anthropic é listada em bolsa?
Não. Anthropic é uma empresa privada, com rodadas de venture. O valor atualmente atribuído vem de avaliações das últimas rodadas de captação, não de preço de mercado público.
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