
O Bank of England (BoE) vai flexibilizar seu plano original de regulação para stablecoins, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (14/05/2026). A mudança vem após pressão da indústria cripto — incluindo Tether, Circle e fintechs britânicas — que argumentavam que as regras propostas tornariam o Reino Unido inviável para o setor.
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O plano original do Bank of England
A proposta inicial do BoE, publicada em 2024, era considerada uma das mais restritivas do mundo. Previa:
| Item | Proposta original | Nova direção |
|---|---|---|
| Limite por pessoa física | £20 mil | Provavelmente mais alto |
| Reservas em libras | 100% libras | Mix com outros ativos |
| Emissores estrangeiros | Quase proibidos | Acesso via partners |
| Limites para PJ | Severos | Flexibilizados |
Por que o BoE recuou
Três pressões convergiram:
- Reino Unido perdendo competitividade. Fintechs cripto migrando para Dubai, Singapura e até EUA com o CLARITY Act avançando.
- Tether e Circle articularam fortemente. Os dois maiores emissores de stablecoin do mundo argumentaram que UK seria inviável sob regras originais.
- Pressão política interna. Setor de fintech britânico, terceiro maior do mundo, fez lobby pesado no Parlamento.
“Clareza está chegando. Reguladores começam a entender que stablecoin não é ameaça — é infraestrutura.”
— Paolo Ardoino, CEO da Tether
O contexto global: reguladores cedendo
O recuo do BoE não é isolado. Em paralelo:
- EUA: CLARITY Act aprovado no Senate Banking Committee em 14/05.
- União Europeia: MiCA já em vigor com regras claras para stablecoins.
- Hong Kong: licenças para emissores de stablecoin emitidas em 2025.
- Reino Unido: agora flexibilizando o plano original.
Mensagem do mercado para os reguladores: ou se adapta, ou perde mercado para outras jurisdições.
Impacto para o usuário brasileiro de stablecoin
Brasileiros usam stablecoins (especialmente USDT) para três coisas principais:
- Hedge contra real. Quando o real desvaloriza, USDT em conta cripto preserva valor.
- Transferências internacionais. Mandar dinheiro pra fora sem taxa de remessa absurda.
- Trading. Mover entre BTC/ETH e dólar sem sair do ecossistema cripto.
Regulação mais branda em jurisdições importantes sustenta a confiança nas stablecoins — boa notícia para quem usa USDT/USDC. Para hedge de longo prazo, no entanto, Bitcoin segue sendo a aposta mais forte: valoriza historicamente contra USD e contra real. Compre Bitcoin em reais via PIX na BitcoinP2P.
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Perguntas Frequentes
O que são stablecoins?
Stablecoins são criptomoedas com preço atrelado a um ativo estável — geralmente o dólar (USDT, USDC, DAI). Mantêm valor próximo de US$ 1, funcionando como ponte entre o mundo fiat e o mundo cripto.
Por que o Bank of England queria regras estritas?
O BoE temia que stablecoins (especialmente as não-libra) atraíssem volume bancário tradicional, esvaziassem depósitos em bancos britânicos e dificultassem política monetária. Plano original era restringir uso pessoal a £20 mil.
O que o BoE está mudando agora?
Detalhes finais ainda saem em consulta, mas o BoE indicou que vai flexibilizar limites de uso, requisitos de reserva e exigências para emissores estrangeiros. Pressão de fintechs, Tether, Circle e indústria cripto funcionou.
Isso afeta o usuário brasileiro de stablecoin?
Indiretamente. Regras mais brandas em jurisdições importantes (UK, EUA via CLARITY Act) sustentam confiança global nas stablecoins — bom para quem usa USDT/USDC no Brasil como hedge contra real.
Como usar stablecoins no Brasil?
Você pode comprar stablecoins via exchanges BR, ou comprar Bitcoin direto via PIX na BitcoinP2P. Para hedge cambial em reais, BTC funciona melhor a longo prazo por valorizar contra USD historicamente.
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Leia também: CLARITY Act aprovado no Senate Banking dos EUA