Um banco tradicional dos Estados Unidos acaba de emitir sua própria stablecoin diretamente em blockchains públicas. A SoFi — instituição financeira americana avaliada em cerca de US$ 53 bilhões — lançou o que está sendo descrito como a primeira stablecoin emitida por um banco nacional dos EUA, já disponível na Ethereum e na Solana.

SoFi lança a primeira stablecoin de um banco nacional dos EUA na Ethereum e Solana
SoFi lança stablecoin na Ethereum e na Solana. Imagem: BitcoinP2P / Wikimedia.
Resumo rápido: a SoFi, banco licenciado nos EUA, passou a emitir uma stablecoin própria atrelada ao dólar, rodando na Ethereum e na Solana. É um marco: deixa de ser uma fintech ou uma empresa cripto emitindo o dólar digital — agora é um banco regulado.

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O que a SoFi lançou

A SoFi colocou no ar uma stablecoin própria lastreada em dólar, emitida diretamente por um banco com licença nacional nos Estados Unidos. A moeda já nasce multichain: opera tanto na Ethereum (a maior rede de contratos inteligentes) quanto na Solana (conhecida pela velocidade e custo baixo).

O ponto que torna o anúncio relevante não é “mais uma stablecoin”. É quem está emitindo. Até aqui, o mercado de dólar digital era dominado por empresas como Tether (USDT) e Circle (USDC). Ver um banco tradicional e regulado emitir a própria moeda on-chain mostra que o sistema bancário decidiu entrar no jogo — e não ficar de fora dele.

Os números do anúncio

US$ 53 bi

valor da SoFi

stablecoin de banco nacional dos EUA

ETH + SOL

redes onde opera

Por que isso é um divisor de águas

Stablecoins são moedas digitais atreladas ao dólar, criadas para combinar a estabilidade da moeda forte com a agilidade da blockchain. Elas já movimentam trilhões de dólares por ano e são a porta de entrada de boa parte das pessoas no mundo cripto — especialmente em países como o Brasil, onde o dólar digital virou reserva de valor popular.

Quando um banco regulado emite a própria stablecoin, dois mundos se encontram: a confiança e a estrutura de compliance bancária de um lado, e a infraestrutura aberta da blockchain de outro. É o tipo de movimento que acelera a adoção do dólar digital pelo público tradicional.

SoFi, Tether e Circle: o tabuleiro do dólar digital

Emissor Tipo Stablecoin
Tether Empresa cripto USDT
Circle Fintech USDC
SoFi Banco nacional dos EUA Nova

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O que muda para o brasileiro

No Brasil, a stablecoin mais popular é o USDT (Tether), usado por quem quer se proteger do real, enviar e receber valores 24 horas e operar fora do horário bancário. A entrada de bancos tradicionais no mercado de stablecoins tende a trazer mais opções, mais liquidez e mais legitimidade ao dólar digital — reforçando algo que o brasileiro já descobriu na prática.

Seja qual for o emissor que dominar o futuro, o conceito é o mesmo: ter dólar digital em carteira própria, na rede P2P, é uma forma simples de não ficar refém de um único banco ou do humor do câmbio.

Por que importa: quando o banco vira emissor de stablecoin, o dólar digital deixa de ser “coisa de cripto” e entra de vez no sistema financeiro tradicional.

Perguntas frequentes

O que é uma stablecoin?

É uma criptomoeda atrelada a um ativo estável, normalmente o dólar (1 stablecoin ≈ US$ 1). Serve para ter a estabilidade do dólar com a agilidade da blockchain. Exemplos: USDT, USDC e, agora, a stablecoin da SoFi.

A stablecoin da SoFi substitui o USDT?

Não necessariamente. Ela aumenta a concorrência e a oferta de dólar digital, mas o USDT segue sendo o mais usado e líquido no Brasil. Mais emissores tende a ser bom para o usuário.

Como ter dólar digital no Brasil?

Comprando stablecoins como o USDT em uma plataforma confiável e guardando em carteira própria. Na rede P2P dá para comprar, vender e transferir 24 horas, sem depender do horário bancário.

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