Aconteceu. Em 12 de junho de 2026, a SpaceX estreou na Nasdaq sob o ticker SPCX no maior IPO da história — e, em questão de minutos, transformou Elon Musk no primeiro trilionário do mundo. A ação foi precificada a US$ 135, abriu negociando a US$ 150 e fechou o primeiro dia perto de US$ 161, uma alta de cerca de 19%. Com isso, a empresa de foguetes ultrapassou US$ 2 trilhões em valor de mercado durante o pregão.

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O maior IPO da história, em números
O IPO da SpaceX não foi só mais uma abertura de capital: ele reescreveu os recordes de Wall Street. Os US$ 75 bilhões levantados superam com folga os US$ 29 bilhões da Saudi Aramco em 2019, até então a maior oferta inicial de ações já realizada. Veja os principais números do dia:
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Ticker (Nasdaq) | SPCX |
| Preço do IPO | US$ 135 por ação |
| Preço de abertura | US$ 150 +11% |
| Fechamento (1º dia) | US$ 160,95 +19% |
| Captação total | ~US$ 75 bilhões |
| Valuation na abertura | ~US$ 1,77 trilhão |
| Pico de valor de mercado | Acima de US$ 2 trilhões |
| Fatia para o varejo | Até 30% das ações |
Um detalhe chamou a atenção do mercado: a SpaceX reservou até 30% das ações para investidores de varejo, muito acima dos 5% a 10% típicos de grandes IPOs. Foi uma decisão alinhada ao estilo de Musk de envolver a base de fãs e pequenos investidores — os mesmos que acompanham cada lançamento de foguete ao vivo.
Como Elon Musk virou o primeiro trilionário do mundo
A matemática é direta. Musk controla aproximadamente 43% da SpaceX. Com a empresa avaliada em cerca de US$ 1,77 trilhão na estreia, só essa participação passou a valer mais de US$ 760 bilhões. Somada à sua fatia na Tesla, na xAI, no X (antigo Twitter), na Neuralink e na The Boring Company, a fortuna do empresário foi estimada por diferentes rastreadores de riqueza em torno de US$ 1,1 trilhão.
É a primeira vez que um ser humano cruza a marca de US$ 1 trilhão em patrimônio líquido. Para efeito de comparação, esse valor supera o PIB de países inteiros como Suíça, Argentina ou Arábia Saudita.
A fortuna de Musk após o IPO
~43%
Fatia na SpaceX
US$ 760 bi
Valor só da SpaceX
US$ 1,1 tri
Patrimônio total
Vale lembrar que boa parte desse salto ainda é riqueza no papel: depende da cotação da ação e de Musk manter sua participação. Mas, do ponto de vista contábil e simbólico, o título de “primeiro trilionário da história” já está cravado.
Starlink: o motor por trás do trilhão
O mercado não pagou US$ 1,77 trilhão por foguetes — pagou por internet via satélite. A Starlink, divisão de banda larga espacial da SpaceX, virou o coração financeiro da companhia. Em 2025, a Starlink gerou US$ 11,4 bilhões em receita, o equivalente a 61% de todo o faturamento da SpaceX, e entregou US$ 4,4 bilhões em lucro operacional.
Enquanto os lançamentos de Falcon 9 e Starship constroem a marca e reduzem o custo de colocar carga em órbita, é a assinatura mensal de milhões de usuários da Starlink — de fazendas remotas a navios e zonas de conflito — que dá previsibilidade de caixa. Foi essa receita recorrente que convenceu os investidores institucionais a bancar o valuation histórico.
“A Starlink transformou a SpaceX de uma empresa de lançamentos cara e cíclica em uma máquina de receita recorrente. É isso que justifica o múltiplo.”
— Análise de mercado pós-IPO
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O que é a SpaceX, afinal
Fundada em 2002 por Elon Musk, a SpaceX (Space Exploration Technologies Corp.) nasceu com a missão de reduzir o custo dos voos espaciais e, segundo o próprio Musk, “tornar a humanidade uma espécie multiplanetária”. Ao longo de duas décadas, a empresa:
- Desenvolveu o Falcon 9, o primeiro foguete orbital reutilizável a operar em escala comercial;
- Tornou-se a principal transportadora de astronautas e cargas da NASA para a Estação Espacial Internacional;
- Construiu a constelação Starlink, com milhares de satélites em órbita baixa;
- Está testando a Starship, o maior foguete já construído, peça central dos planos de ida a Marte.
Antes do IPO, a SpaceX era a startup privada mais valiosa do mundo, negociada em rodadas secundárias que já apontavam para valores acima de US$ 800 bilhões. A abertura de capital apenas oficializou — e turbinou — o que o mercado privado já vinha precificando.
Como o brasileiro pode investir na SpaceX
Boa notícia para quem está no Brasil: dá para se expor à SpaceX sem precisar abrir conta em corretora americana. Existem dois caminhos principais:
1. BDR na B3 (SPCX34)
A SpaceX estreou na bolsa brasileira no mesmo dia, via BDR (Brazilian Depositary Receipt), sob o código SPCX34. Cada recibo sai por cerca de R$ 50 a R$ 70 e segue paridade de 1 ação para 15 BDRs. Você compra direto pelo home broker da sua corretora, em reais, sem remessa internacional. É o caminho regulado pela CVM.
2. Exposição via cripto e USDT
Para quem já vive no ecossistema cripto, é possível se expor a ativos do tipo usando USDT (dólar digital) como ponte. O fluxo é simples: você cria conta na BitcoinP2P, compra USDT com segurança e envia para sua carteira. Explicamos o passo a passo completo no guia abaixo.
Leia também: IPO da SpaceX — como comprar a ação SPCX pelo Telegram com USDT
Perguntas Frequentes
Elon Musk é mesmo o primeiro trilionário do mundo?
Sim. Após o IPO da SpaceX em 12/06/2026, diferentes rastreadores de fortuna estimaram seu patrimônio em torno de US$ 1,1 trilhão, tornando-o o primeiro trilionário da história. Boa parte é riqueza no papel, atrelada à cotação das ações.
Qual é o ticker da ação da SpaceX?
Nos Estados Unidos, a ação negocia na Nasdaq sob o código SPCX. No Brasil, o BDR é negociado na B3 sob o código SPCX34.
Quanto a SpaceX levantou no IPO?
Cerca de US$ 75 bilhões, o que torna esta a maior oferta inicial de ações da história, superando os US$ 29 bilhões da Saudi Aramco em 2019.
Vale a pena comprar a ação da SpaceX agora?
O ativo subiu forte no primeiro dia, o que costuma trazer volatilidade nas semanas seguintes. Avalie seu perfil de risco, diversifique e nunca invista mais do que pode perder. Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.