As stablecoins ultrapassaram o Bitcoin nas compras de criptomoedas na América Latina em 2026, segundo relatório divulgado pela Bitso, maior exchange cripto da região. Pela primeira vez, o USDT (Tether) e o USDC (Circle) juntos representam mais da metade do volume de compras na região, marcando uma virada de comportamento dos investidores latino-americanos — que estão usando cripto cada vez mais como dólar digital prático e menos como aposta especulativa.

Resumo rápido: Relatório Bitso 2026 mostra que stablecoins (USDT + USDC) superaram o Bitcoin em volume de compras na América Latina. Brasil, Argentina, México e Colômbia lideram a tendência. Motivo principal: proteção contra inflação e necessidade de dolarização prática.

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O que mostra o relatório da Bitso

A Bitso, fundada em 2014 e presente em 5 países (Brasil, México, Argentina, Colômbia e Gibraltar), divulgou em abril de 2026 sua análise anual do mercado cripto latino-americano. Os números são impressionantes:

📊 Cripto na América Latina (Bitso 2026)

52%

Volume em stablecoins

38%

Volume em Bitcoin

10%

Outras cripto (ETH, SOL, etc.)

+87%

Crescimento USDT YoY

É a primeira vez na história da região que stablecoins superam o Bitcoin em volume. Em 2023, stablecoins eram aproximadamente 30% do volume; em 2024 chegaram a 38%; em 2025 a 45%; e em 2026 ultrapassaram a marca dos 50%.

Adoção por país

País % Stablecoins % Bitcoin Motivo principal
🇦🇷 Argentina 71% 22% Hiperinflação (acumulada 250%+)
🇻🇪 Venezuela 68% 20% Colapso do bolívar
🇨🇴 Colômbia 54% 36% Remessas + e-commerce
🇧🇷 Brasil 49% 41% Inflação + dolarização
🇲🇽 México 47% 43% Remessas EUA → México
🇨🇱 Chile 38% 52% Investimento (BTC ainda lidera)
🇵🇪 Peru 44% 46% Diversificação cambial

Argentina e Venezuela lideram em adoção de stablecoins por motivos óbvios: colapso da moeda local. Mas o que surpreende é o Brasil, onde a inflação está controlada (~5% a.a.) e mesmo assim quase metade do volume cripto é em stablecoin. O motivo? Praticidade.

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Por que latino-americanos preferem stablecoins

1️⃣ Proteção contra desvalorização da moeda local

O peso argentino perdeu mais de 90% em 5 anos. O bolívar venezuelano colapsou. O peso colombiano e o real brasileiro também sofreram quedas relevantes. Stablecoins lastreadas em dólar oferecem proteção imediata e prática, sem precisar abrir conta no exterior.

2️⃣ Remessas internacionais mais baratas

Enviar USDT entre países custa centavos e leva minutos. Remessa via Western Union ou bancos cobra 5-10% e leva dias. Mesmo com a nova regulação do BCB no Brasil, o uso pessoal entre carteiras continua viável.

3️⃣ E-commerce e pagamentos a fornecedores estrangeiros

Importar do Aliexpress, pagar serviços SaaS estrangeiros, freelancers internacionais — tudo isso fica mais simples com USDT. Em 2026, mais de 200 mil comerciantes na América Latina aceitam stablecoins.

4️⃣ Yield maior que poupança

Em plataformas DeFi e CeFi reguladas, USDT rende entre 4-8% ao ano em dólar. Bem mais que a maioria das alternativas em moeda local na região.

5️⃣ Sem volatilidade

Nem todo investidor latino quer exposição à volatilidade do Bitcoin (que pode cair 30% em uma semana). Stablecoins entregam o “dólar digital” sem oscilações.

“A América Latina está adotando stablecoins não como investimento especulativo, mas como ferramenta prática do dia a dia. Isso é mais transformador do que o Bitcoin como reserva de valor — porque atinge bilhões de transações cotidianas.”

— Bitso, relatório anual 2026

Brasil: o 3º maior mercado mundial

O Brasil ocupa hoje a 3ª posição no ranking mundial de adoção de stablecoins, atrás apenas de EUA e Argentina. Estima-se que mais de 11 milhões de brasileiros tenham USDT, USDC ou alguma stablecoin local em carteira. Os principais usos no Brasil:

Uso % Brasileiros que usa
Reserva de valor / dolarização 58%
Trading e arbitragem 34%
Pagamento de serviços estrangeiros 22%
Remessas internacionais 18%
E-commerce em sites estrangeiros 15%
Yield em DeFi / CeFi 12%
Pagamento de freelancers 9%

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O efeito Bitso vs. BTCP2P

A Bitso é a maior exchange do México e referência regional, mas no Brasil o cenário é mais fragmentado. Mercado Bitcoin, Foxbit, Binance e plataformas P2P como a BTCP2P dividem o mercado. Para quem busca melhor preço de USDT, plataformas P2P regulamentadas costumam oferecer spreads menores que exchanges centralizadas tradicionais.

📊 Por que P2P é vantajoso para stablecoins

  • 💰 Spread menor: negociação direta entre usuários reduz a margem
  • PIX instantâneo: compra e venda em segundos
  • 🔍 Transparência: você vê o preço de cada anúncio
  • 🛡️ Escrow regulado: proteção contra calote
  • 📋 KYC compliant: dentro das normas do BCB

O que esperar para os próximos 12 meses

📈 Crescimento contínuo de stablecoins

A tendência é de crescimento sustentado. Projeções do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apontam que stablecoins podem chegar a 60-70% do volume cripto na América Latina até 2027.

⚠️ Pressão regulatória

Brasil já anunciou nova regulação. Argentina, México e Colômbia devem seguir com regras próprias. O risco é que regulação excessiva empurre usuários para soluções descentralizadas (DAI, sUSD) ou para stablecoins emitidas localmente (BRZ).

💱 Stablecoins locais ganham espaço

BRZ (real digital privado), MXNT (peso mexicano), ARS (peso argentino) e USDT-like locais devem ganhar tração com a regulação favorecendo emissores domésticos.

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Perguntas Frequentes

Por que stablecoins superaram Bitcoin na LatAm?

Praticidade. Stablecoins entregam o “dólar digital” sem volatilidade, ideais para uso cotidiano (pagamentos, remessas, dolarização). Bitcoin segue forte como reserva de valor de longo prazo, mas para uso prático stablecoins são mais convenientes.

Stablecoins são seguras?

Lastreadas em dólar (USDT, USDC) são consideradas seguras pelo mercado, mas têm risco de emissor (Tether congelou US$ 344 mi em 2026). Self-custody reduz parte do risco, mas não elimina o risco do colateral.

Posso receber salário em USDT no Brasil?

Sim, especialmente se você é freelancer ou autônomo trabalhando para empresa estrangeira. Mas precisa declarar no IR como recebimento de pessoa física no exterior, com câmbio do dia da operação.

USDT, USDC ou BRZ — qual escolher?

USDT: mais liquidez global. USDC: mais transparência regulatória. BRZ: regulado no Brasil, mas atrelado ao real. Para diversificação, ter um pouco de cada é estratégia válida.

Stablecoins pagam imposto no Brasil?

Compra e venda de stablecoins estão sujeitas a imposto sobre ganho de capital se houver lucro acima de R$ 35 mil/mês. Manter USDT em carteira não é fato gerador, apenas a venda com lucro.

Como comprar USDT na BTCP2P?

Crie sua conta gratuita, faça KYC, escolha o anúncio com melhor preço, transfira via PIX e receba seus USDT em minutos. Todo o processo é regulado e protegido por escrow.

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