
Virada histórica no leste: o Banco Central da Rússia propôs permitir a negociação pública de Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Tether (USDT) em corretoras e bolsas reguladas do país. A notícia, divulgada nesta terça-feira (11) pela agência Interfax e repercutida por Cointelegraph e Watcher Guru, marca a inclusão das três maiores criptomoedas do mercado no rol de ativos autorizados para circulação pública na Rússia — depois de anos de postura restritiva da autoridade monetária.
O que exatamente a Rússia aprovou
Segundo a proposta do Banco Central russo, Bitcoin, Ether e USDT poderão ser comprados e vendidos em corretoras regulamentadas, dentro do mercado financeiro oficial do país. É uma mudança de categoria: as criptomoedas deixam a zona cinzenta e passam a ser tratadas como ativos de circulação pública, com regras de acesso definidas pelo regulador.
O desenho não é de liberação total. Para investidores não qualificados — o equivalente ao varejo — a proposta prevê um teto de 300 mil rublos por ano por corretora. Investidores qualificados e instituições tendem a operar sem essa trava, concentrando o volume relevante.
| Ponto | Como fica na proposta russa |
|---|---|
| Ativos liberados | Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Tether (USDT) |
| Onde negociar | Corretoras e bolsas reguladas pelo Banco Central |
| Varejo | Limite de 300 mil rublos/ano por corretora |
| Status anterior | Anos de restrições e propostas de banimento |
Por que a decisão importa para o mercado global
A Rússia passou anos oscilando entre proibir e tolerar as criptomoedas. A entrada oficial de BTC, ETH e USDT no mercado regulado de uma das maiores economias do mundo tem dois efeitos imediatos: cria demanda potencial nova em um mercado que estava fora do jogo formal, e reforça a tendência global de 2026 — reguladores preferindo enquadrar as criptomoedas a bani-las.
Chama atenção a presença do USDT na lista. O dólar digital da Tether, que já domina os pagamentos e a proteção cambial em economias emergentes, agora ganha selo de ativo negociável no sistema financeiro regulado russo — mais um capítulo da consolidação das stablecoins como infraestrutura financeira global.
“O Banco Central da Rússia propõe permitir a negociação de Bitcoin, Ether e USDT em corretoras regulamentadas.”
— Cointelegraph, 11/08/2026
O contexto do dia: mercado global em modo espera
Cenário em que a notícia caiu
A aprovação russa chegou em um dia de mercado travado: Bitcoin negociando na casa dos US$ 64 mil, petróleo em alta com as tensões no Estreito de Hormuz e investidores aguardando o CPI americano. Nos grupos de análise, a leitura foi de que “dinheiro russo entrando aos poucos” pode ser um vetor novo de demanda no médio prazo.
A proposta em números
3
Ativos liberados: BTC, ETH e USDT
300 mil
Rublos/ano: teto do varejo por corretora
2026
O ano da virada regulatória global
Perguntas Frequentes
A Rússia liberou qualquer criptomoeda?
Não. A proposta do Banco Central russo cita nominalmente Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e Tether (USDT) como ativos autorizados para negociação pública em corretoras reguladas.
Qualquer russo pode comprar sem limite?
Investidores não qualificados (varejo) terão limite de até 300 mil rublos por ano por corretora, segundo a proposta. Investidores qualificados tendem a operar sem esse teto.
Isso muda algo para o investidor brasileiro?
Diretamente, não — mas amplia a demanda global potencial por BTC, ETH e USDT e reforça a tendência de 2026 de grandes economias regularem, em vez de proibir, o mercado cripto. No Brasil, o movimento do momento é o oposto: o BC endureceu com a retenção de 24h da Resolução 584.
Leia também: Resolução 584 sob ataque — Congresso e setor reagem à retenção de 24h do BC
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