Pix internacional: Banco Central estuda conectar o Pix a outros países enquanto BRICS discutem CBDCs
Banco Central do Brasil: relatório coloca o Pix internacional na agenda oficial. Foto: Wikimedia/CC | Card: BitcoinP2P

No mesmo dia, duas notícias que se completam. Em Brasília, um novo relatório do Banco Central colocou na agenda oficial do Pix as conexões bilaterais com outros países e a participação em redes compartilhadas de pagamento internacional. Em Moscou e Pequim, a Reuters revelou que os países do BRICS discutem interligar seus sistemas de pagamento instantâneo e suas CBDCs para baratear transações transfronteiriças. O Pix quer virar global — e a disputa pela infraestrutura do dinheiro internacional está oficialmente aberta.

Resumo rápido: o BC estuda conectar o Pix a sistemas de outros países e criar um trilho para pagamentos internacionais, mas ainda sem parceiros, plataforma nem cronograma definidos. O relatório também detalha o Pix offline. Em paralelo, os BRICS discutem integração de pagamentos instantâneos e CBDCs, segundo a Reuters.
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O que diz o novo relatório do Banco Central

O documento coloca na mesa três frentes para o futuro do Pix:

  • Conexões bilaterais: ligar o Pix diretamente a sistemas de pagamento instantâneo de outros países;
  • Redes compartilhadas: participar de plataformas multilaterais de liquidação entre países;
  • Pix offline: pagamentos sem conexão à internet, detalhados no mesmo relatório junto a uma série de outras evoluções do sistema.

O detalhe que modera o entusiasmo: o BC não definiu parceiros, plataforma nem cronograma. Ou seja, o Pix internacional é, por ora, uma direção estratégica — não um produto com data de lançamento.

BRICS: a mesma ideia, em escala de bloco

Segundo a Reuters, os países do BRICS discutem interligar seus sistemas de pagamento rápido e suas moedas digitais de banco central (CBDCs) para melhorar pagamentos transfronteiriços e reduzir custos de transação. O Brasil, dono de um dos sistemas instantâneos mais bem-sucedidos do mundo, chega a essa mesa com o ativo mais valioso: o Pix processa o dia a dia financeiro de um país inteiro.

“Países do BRICS discutem a integração de sistemas de pagamento instantâneo e CBDCs para melhorar pagamentos transfronteiriços e reduzir custos de transação.”

— Reuters, 11/08/2026

A ironia: enquanto o trilho oficial não existe, o dólar digital já faz esse trabalho

Aqui está o contraste que o leitor de cripto enxerga de longe: o mesmo Banco Central que estuda um sistema de pagamentos internacionais acaba de travar por 24 horas as transferências de stablecoins — a tecnologia que já resolve remessa internacional hoje, em minutos, sem esperar acordo bilateral nenhum.

Critério Pix internacional (projeto) Stablecoin (USDT/USDC)
Disponibilidade Sem cronograma Funciona hoje
Alcance Depende de acordos entre países Global, 24/7, qualquer carteira
Moeda Real ↔ moeda local do parceiro Dólar digital
Custo A definir Centavos a poucos dólares por envio
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O tabuleiro dos pagamentos globais

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Frentes do BC: bilateral, redes e Pix offline

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Parceiros, plataforma ou cronograma definidos

BRICS

Bloco discute integrar pagamentos e CBDCs

Perguntas Frequentes

O Pix internacional já tem data para funcionar?

Não. O relatório do Banco Central coloca as conexões internacionais na agenda do Pix, mas ainda não define parceiros, plataforma nem cronograma.

O que é o Pix offline?

Uma evolução detalhada no mesmo relatório do BC que permitirá realizar pagamentos Pix sem conexão à internet no momento da transação.

Como enviar dinheiro pro exterior enquanto o Pix internacional não existe?

A alternativa que mais cresce é a stablecoin: converter reais em dólar digital (USDT/USDC) e enviar para qualquer carteira do mundo em minutos — caminho que já domina remessas em economias emergentes.

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