
O dólar abriu a segunda-feira, 26 de outubro de 2026, em R$ 5,60, alta de 12% sobre o fechamento de sexta, o maior salto em um único dia desde o fim do câmbio fixo, em janeiro de 1999, e o Ibovespa acionou o circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020. É a resposta do mercado à reeleição de Lula com 51,79% dos votos válidos, um resultado que as casas de análise e as bolsas de aposta não esperavam. A partir de agora a pergunta que move o câmbio é uma só: quem vai comandar o Ministério da Fazenda no quarto mandato. E a resposta chega à mesa do brasileiro antes do que parece, no preço do pão, do frango, do diesel e do remédio.
O que aconteceu na abertura de 26 de outubro
O mercado chegou ao segundo turno posicionado para uma vitória de Flávio Bolsonaro. A média das pesquisas de 23 e 24 de outubro dava 50,9% ao candidato do PL, e a Polymarket chegou a precificar 84% de chance para ele. Quando o TSE fechou a apuração com Lula na frente por 4,4 milhões de votos, todo esse posicionamento precisou ser desfeito de uma vez. O resultado foi um dos pregões mais violentos da história da B3.
| Indicador | Sexta (23/10) | Segunda (26/10), até o meio-dia |
|---|---|---|
| Dólar comercial | R$ 4,993 | máxima R$ 5,605 +12,25% |
| Ibovespa | 205.082 pontos | mínima 169.516 -17,3% |
| Ibovespa futuro | 208.095 | chegou a 166.940 -19,8% |
| EWZ (ETF do Brasil em NY) | US$ 42,59 | US$ 31,82 no pré-mercado -25% |
| DI janeiro/2031 | 12,58% | 14,46% +1,9 ponto |
| DI janeiro/2035 | 12,66% | 14,59% +1,9 ponto |
| B3SA3, MGLU3, CEAB3 | – | quedas de 47% a 50% |
| Banco do Brasil / Bradesco | – | -31% / -24,5% |
| Vale (exportadora) | – | +6,5% |
O circuit breaker foi acionado às 9h57, com o Ibovespa caindo 10%, e os negócios ficaram parados por 30 minutos. Na reabertura o índice ainda caía 15,9%. O Tesouro Nacional cancelou os leilões de títulos prefixados e de IPCA+ da semana, mantendo só o leilão de LFT, o papel atrelado à Selic. A B3 ampliou os limites diários dos contratos futuros de dólar e de índice apenas para esta sessão. Esses números são de meio de pregão; o fechamento pode ser diferente, e atualizaremos este texto.
O maior salto do dólar em um dia desde 1999
A comparação que circula nas redações coloca o pregão de hoje ao lado das grandes crises pela alta acumulada no ano: 48% em 1999, 52% em 2002, 47% em 2015. É uma comparação injusta com os dois lados, porque mistura um dia com doze meses. A medida correta para o que aconteceu hoje é a maior variação em um único dia da série PTAX do Banco Central. Nessa régua, a alta de 12,25% desta segunda-feira passa o pior dia do fim do câmbio fixo, em 15 de janeiro de 1999, e o pior dia da crise de 2008.
| Dia | Contexto | Dólar (PTAX venda) | Alta no dia |
|---|---|---|---|
| 26/10/2026 | Reeleição de Lula, circuit breaker na B3 | R$ 4,993 → R$ 5,605 (máxima) | +12,25% intradia |
| 15/01/1999 | Fim do câmbio fixo, terceiro dia da flutuação | R$ 1,3194 → R$ 1,4659 | +11,1% |
| 08/10/2008 | Crise financeira mundial, semana da quebra do Lehman | R$ 2,1883 → R$ 2,3924 | +9,3% |
| 13/01/1999 | Primeiro dia da flutuação do real | R$ 1,2114 → R$ 1,3193 | +8,9% |
| 31/07/2002 | Crise de confiança na eleição de Lula | R$ 3,2692 → R$ 3,4285 | +4,9% |
| 12/03/2020 | Pandemia, circuit breaker duplo na B3 | R$ 4,6738 → R$ 4,8833 | +4,5% |
| 26/08/2015 | Crise do governo Dilma | R$ 3,5345 → R$ 3,6326 | +2,8% |
| 28/11/2024 | Pacote fiscal de Haddad com isenção do IR | R$ 5,8291 → R$ 5,9871 | +2,7% |
| 27/10/2014 | Dia seguinte à reeleição de Dilma | R$ 2,47 → R$ 2,52 | +2,2% |
Uma ressalva: a PTAX é a média das cotações do dia, divulgada à tarde, e a parcial das 11h14 estava em R$ 5,4962, alta de 10,1%. Se o dólar devolver parte do ganho até o fechamento, o dia de hoje pode terminar atrás de janeiro de 1999 na PTAX oficial e ainda assim à frente de 2008. Em qualquer das duas medidas, é o maior choque cambial em um dia que a maioria dos brasileiros em idade de trabalhar já viu.
Os relatórios das casas convergem na causa. Para a Capital Economics, a vitória de Lula frustra a expectativa de reformas que melhorariam as contas públicas, e os cortes de Selic nas próximas reuniões deixaram de ser prováveis. O JP Morgan rebaixou o real e os títulos brasileiros de “overweight” para “marketweight”. O Morgan Stanley trabalha com dólar entre R$ 5,60 e R$ 5,70, podendo chegar a R$ 6,00 se o risco fiscal piorar, e com o DI de janeiro de 2029 em 14,5%, 15,5% ou 16,5% conforme o cenário. O BTG Pactual vê o Ibovespa perto de 170 mil pontos e o real perdendo de 10% a 15%. Pesa ainda o fator institucional: Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota e disse que vai à Justiça Eleitoral.
Quem vai para o Ministério da Fazenda de Lula
Uma correção antes de tudo, porque muita gente ainda pergunta se “Lula vai anunciar Haddad”: Fernando Haddad não é ministro da Fazenda desde 20 de março de 2026. Ele deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo e perdeu no primeiro turno para Tarcísio de Freitas, por 62,65% a 36,42%. Quem assumiu a Fazenda foi Dario Durigan, que era o secretário-executivo dele e foi tratado nos bastidores como a opção de continuidade. Durigan segue no cargo até o fim do mandato atual.
Para o quarto mandato, o nome mais citado é o de Rafael Fonteles, governador do Piauí reeleito no primeiro turno, segundo a colunista Bela Megale, do O Globo. Fonteles é matemático, foi secretário da Fazenda do estado, presidiu por quatro anos o Comsefaz, o comitê dos secretários estaduais de Fazenda, e é visto por parte do mercado como um petista moderado. Para aceitar o convite, precisaria renunciar ao governo do Piauí. Outros nomes aparecem nas colunas: a permanência de Durigan, Gabriel Galípolo, hoje presidente do Banco Central, e o senador eleito Renan Filho. Camilo Santana é cotado para a Casa Civil.
| Nome | Quem é | Como o mercado tende a ler |
|---|---|---|
| Rafael Fonteles | Governador do Piauí (PT), ex-secretário de Fazenda, ex-presidente do Comsefaz | Aposta: sem histórico nacional, mas com perfil técnico e fiscalista estadual. Alívio moderado se vier junto com uma regra fiscal mais dura. |
| Dario Durigan | Ministro atual, ex-secretário-executivo de Haddad | Continuidade do arcabouço fiscal de 2023-2026. Ele mesmo propôs, em julho, reduzir o teto de crescimento real da despesa de 2,5% para 1,5% ou 2% ao ano, via PEC. |
| Gabriel Galípolo | Presidente do Banco Central desde 2025 | Tiraria do BC a única âncora em que o mercado confia hoje. Alívio na Fazenda, mas risco na política monetária. |
| Fernando Haddad | Ex-ministro (2023-2026), derrotado em SP | Leitura de repetição: o mercado lembra do dólar a R$ 6 em dezembro de 2024, depois do pacote de cortes de gastos que veio com a isenção do IR embutida. Não é “nome liberal”, é nome de continuidade. |
Em 2022, Lula só anunciou Haddad em dezembro, mais de um mês após a eleição. Enquanto não há anúncio, o mercado precifica o vácuo, e o vácuo é sempre o pior cenário. Por isso o Morgan Stanley coloca o dólar a R$ 6 no cenário de risco fiscal, não no cenário base. A escolha do ministro importa menos pelo nome e mais pelo pacote que vem junto: a PEC fiscal de Durigan, a meta de resultado primário para 2027 e, sobretudo, se o Congresso, onde Lula não tem maioria própria, vai aprovar algo disso.
Dilma 2: a mesma data, 12 anos antes
Há uma coincidência que vale registrar. O segundo turno que reelegeu Dilma Rousseff foi em 26 de outubro de 2014, exatamente 12 anos antes do pregão de hoje. A sequência daquele ano é o melhor guia do que pode acontecer agora, inclusive no que não funcionou.
| Data | O que aconteceu em 2014-2015 | Dólar |
|---|---|---|
| 26/10/2014 | Dilma reeleita com 51,64% contra Aécio Neves | R$ 2,47 |
| 27/10/2014 | Ibovespa cai 4,4%, Petrobras cai 12%. Sem circuit breaker: o mercado já estava dividido meio a meio | R$ 2,52 (+2%) |
| 14/11/2014 | Operação Juízo Final, 7ª fase da Lava Jato: 21 executivos das maiores empreiteiras presos, Renato Duque detido. O Petrolão vira escândalo nacional | R$ 2,59 |
| 27/11/2014 | Treze dias depois, Dilma anuncia Joaquim Levy, economista de Chicago vindo do Bradesco, o “Mãos de Tesoura”. O dólar fecha em alta no dia do anúncio | R$ 2,52 (+0,56%) |
| 31/12/2014 | Fim do ano, déficit primário já estourado (R$ 18,3 bi negativos de janeiro a novembro) | R$ 2,66 |
| 09/09/2015 | S&P tira o grau de investimento do Brasil | R$ 3,80 |
| 24/09/2015 | Pico do dólar no ciclo | R$ 4,19 |
| 18/12/2015 | Levy sai; entra Nelson Barbosa. IPCA de 2015 fecha em 10,67%, PIB cai 3,5% e cai mais 3,3% em 2016 | R$ 3,90 |
A lição é desconfortável para quem espera que um nome resolva tudo. Levy era o ministro que o mercado pedia, e o dólar subiu 58% em nove meses mesmo assim. O ajuste fiscal foi derrotado em pedaços no Congresso, a arrecadação caiu 2,9% já no primeiro trimestre de 2015 e o investimento público foi cortado em 37%, o que aprofundou a recessão em vez de evitá-la. O escândalo da Petrobras paralisou a maior empresa do país e as construtoras ao mesmo tempo. O nome “do mercado” serviu de sinal por algumas semanas; a conta era o que mandava.
Há diferenças importantes em relação a 2026, e nem todas são a favor. Em 2014 a dívida bruta estava perto de 57% do PIB; hoje está perto de 80%. A Selic era de 11%; hoje está em 15%, o que limita o espaço do BC para socorrer a atividade. Por outro lado, o câmbio flutuante com BC autônomo e reservas de mais de US$ 340 bilhões absorve o choque em um dia, em vez de deixá-lo se arrastar por meses. E hoje não há um escândalo do tamanho do Petrolão sobre a mesa, o que explica por que parte dos analistas, como a Gavekal, já fala em oportunidade de compra para quem aguenta a volatilidade.
O que o dólar a R$ 5,60 muda no supermercado
O brasileiro comum não compra dólar, mas paga por ele todo dia. O câmbio chega ao carrinho por três caminhos. O primeiro é o produto importado, como o remédio e o celular. O segundo é o insumo importado: o trigo que vira pão e o fertilizante que vira arroz, feijão e milho. O terceiro é o mais invisível: o produto exportável cotado em dólar, como soja, café, açúcar e carne. Quando o real cai, exportar passa a pagar mais, e o preço interno sobe para competir com o porto, mesmo que nada tenha saído do país.
| O que você compra | Onde está o dólar | O dado |
|---|---|---|
| Pão, macarrão, biscoito, pizza, bolo | Trigo importado | O Brasil importou 6,9 milhões de toneladas em 2025, cerca de 52% do consumo, 79% vindas da Argentina. A safra de 2026 caiu 26%, e a Conab projeta importação de 7,1 milhões de toneladas em 2026/27, a maior em quase 20 anos. |
| Arroz, feijão, milho, soja, café, verduras | Fertilizante importado | Entre 80% e 85% do fertilizante usado no país vem de fora; o enxofre, quase 100%. De janeiro a julho de 2026, foram 22,4 milhões de toneladas por US$ 8,8 bilhões, com preço médio 16,8% maior que em 2025. A CNA calcula que só 40% a 45% da safra 2026/27 já estava comprada. O dólar novo entra agora no custo do plantio. |
| Frango, ovo, carne suína, leite | Ração de milho e soja, cotadas em dólar | Grão é commodity: o produtor vende para quem paga mais, e o exportador paga em dólar. A Minerva caiu 22% no pregão de hoje. |
| Carne bovina, café, açúcar, óleo de soja | Exportáveis | O preço da gôndola segue a bolsa de Chicago ou de Nova York multiplicada pelo câmbio do dia. |
| Gasolina, diesel, frete, passagem de ônibus | Petróleo em dólar; 20% a 30% do diesel é importado | Em 2025 o Brasil importou um recorde de 17,3 bilhões de litros de diesel. A Petrobras usa preço de referência próprio desde 2023, mas a Abicom mede a defasagem contra a paridade de importação, e um salto de 12% no câmbio abre essa defasagem na hora. Diesel é frete, e frete é tudo que viaja de caminhão. |
| Gás de cozinha | Petróleo e GLP importado | Mesma pressão do diesel. O botijão é o item mais sensível no orçamento de renda baixa. |
| Remédios | Insumo farmacêutico ativo importado | O país fabrica só 5% dos insumos que usa nos medicamentos; de 90% a 95% vêm da China e da Índia, segundo a Abiquifi. O reajuste anual da CMED, em março, incorpora o câmbio. |
| Celular, TV, notebook, geladeira, carro | Chips, telas, aço, componentes | Preço praticamente dolarizado. É o grupo que sobe mais rápido depois dos alimentos. |
| Conta de luz | Itaipu e térmicas a gás importado | A tarifa de Itaipu é fixada em dólar; a bandeira vermelha paga térmica que queima GNL comprado em dólar. |
| Roupa, tênis, material de construção | Algodão, petróleo (sintéticos e PVC), aço e cobre | Repasse indireto e mais lento, de três a seis meses. |
| Streaming, apps, viagem, iPhone | Cobrança em dólar | Netflix, Spotify, Apple e companhias aéreas reajustam pelo câmbio direto. |
Um exemplo concreto ajuda a entender a escala. A cada R$ 1 que o dólar sobe a partir de R$ 5, o trigo que vira pão fica 20% mais caro em reais, e o fertilizante também. O pão não sobe 20%, porque o trigo é uma fração do custo da padaria, ao lado do gás, da energia e do salário. Mas sobe, e sobe com atraso de dois a seis meses, conforme o estoque antigo acaba e o contrato novo entra. O frango é parecido: a ração responde por cerca de 70% do custo do frango vivo, e a ração é milho e soja. A gasolina e o diesel são os únicos que podem subir na semana seguinte, porque a importadora privada repassa o câmbio no mesmo dia e a Petrobras precisa decidir quanto da defasagem absorve.
Quanto disso vira inflação, e quando
Economistas chamam de “repasse cambial” a parcela da alta do dólar que chega ao IPCA. O Banco Central, no Relatório de Política Monetária de março de 2026, confirma que o repasse é relevante em alimentação no domicílio e em bens industriais e próximo de zero em serviços. As estimativas de mercado para uma alta de 10% no dólar vão de 0,2 a 0,3 ponto de IPCA em 12 meses, quando a economia está ociosa, até 1,0 ponto no cenário mais pessimista. Nos alimentos o repasse é da ordem de 14% do choque, nos industriais de 8% e nos serviços de 2%.
A conta do dólar a R$ 5,60, se ele ficar aí
+12,2%
dólar em um dia (4,99 → 5,60)
+0,4 a +1,2 pp
de IPCA em 12 meses
5,6% a 6,4%
IPCA 2026 (Focus estava em 5,19%)
15%
Selic, com corte de novembro em dúvida
Ordem de chegada: alimentos em 2 a 6 meses, bens industriais em 6 a 12 meses, serviços quase nada. O Focus de hoje cedo, feito antes do choque, projetava dólar a R$ 5,05 no fim de 2026.
A inflação não é o único canal. Com o dólar mais alto e os juros longos quase dois pontos acima de sexta, o Copom de 4 de novembro, que cortaria a Selic de 15% para 13,50% segundo o Morgan Stanley, pode parar. Selic mais alta por mais tempo é cartão, cheque especial e financiamento mais caros, e é o Tesouro pagando mais pela dívida, o que piora justamente o fiscal que o mercado está cobrando. É o círculo que o Brasil viveu em 2015.
Três cenários para o dólar até dezembro
| Cenário | O que precisa acontecer | Dólar | Efeito no bolso |
|---|---|---|---|
| Alívio | Nome crível anunciado em semanas, PEC fiscal com teto de 1,5% a 2% de crescimento real da despesa, Congresso sinaliza apoio, TSE encerra a contestação | R$ 5,20 a R$ 5,40 | Repasse parcial; alimentos sobem, mas o IPCA fica perto de 5,5% |
| Continuidade | Durigan fica ou Fonteles assume sem pacote; arcabouço mantido como está; Selic parada em 15% | R$ 5,60 a R$ 5,80 | IPCA caminhando para 6%; juros altos por todo 2027 |
| Estresse | Vácuo até dezembro, briga institucional prolongada, meta fiscal flexibilizada, Galípolo deixa o BC | R$ 6,00 ou mais (cenário de risco do Morgan Stanley) | Repasse cheio: +1,2 pp de inflação, Selic voltando a subir |
A B3 e o câmbio vão oscilar com cada boato de nome nos próximos dias. O que define o cenário não é a manchete do ministro, é o pacote fiscal que o acompanha e a capacidade de aprová-lo. Em 2014, o Brasil escolheu o nome certo e a conta errada. O mercado vai cobrar, desta vez, que a ordem seja a inversa.
Perguntas frequentes
Por que o dólar subiu para R$ 5,60?
Porque o mercado estava posicionado para a vitória de Flávio Bolsonaro e precisou desfazer essa aposta em um único pregão depois da reeleição de Lula. Somam-se o risco fiscal, com dívida perto de 80% do PIB e sem maioria própria no Congresso, e o risco institucional, já que o derrotado não reconheceu o resultado.
Haddad vai voltar ao Ministério da Fazenda?
Não há nenhuma indicação disso. Haddad deixou a Fazenda em março de 2026 e perdeu a eleição para governador de São Paulo no primeiro turno. O ministro atual é Dario Durigan, e o nome mais cotado para o novo mandato é Rafael Fonteles, governador do Piauí.
O que sobe primeiro quando o dólar dispara?
Combustíveis e produtos importados, em dias ou semanas. Depois, em dois a seis meses, os alimentos que dependem de trigo, fertilizante e ração: pão, massas, frango, ovo e carne. Por último os bens industriais, como eletrodomésticos e carros. Serviços quase não sentem.
Quanto o dólar alto aumenta a inflação?
As estimativas vão de 0,2 a 1,0 ponto de IPCA em 12 meses para cada alta de 10% no câmbio. Com o dólar subindo 12% em um dia, se o patamar se mantiver, a inflação de 2026 pode sair de 5,2% para algo entre 5,6% e 6,4%.
O que aconteceu com o dólar depois da reeleição de Dilma em 2014?
Dilma foi reeleita em 26 de outubro de 2014 com o dólar a R$ 2,47. Ela anunciou Joaquim Levy para a Fazenda um mês depois, mas o dólar fechou 2014 em R$ 2,66 e chegou a R$ 4,19 em setembro de 2015, no meio da recessão e da Operação Lava Jato. Levy deixou o cargo em dezembro de 2015.
Leia também: Lula Day: as regras do circuit breaker e as maiores quedas da história do Ibovespa
Fontes: TSE; B3; InfoMoney e Exame (cobertura ao vivo de 26/10/2026); Money Times; Morgan Stanley, BTG Pactual, JP Morgan e Capital Economics (relatórios citados pela imprensa); O Globo (coluna Bela Megale); Poder360; Banco Central (Relatório de Política Monetária, março de 2026, e série PTAX); Conab; CNN Brasil e Canal Rural (trigo); Secex e CNA (fertilizantes); Abiquifi (insumos farmacêuticos); StoneX e Abicom (diesel); IBGE. Este texto é informativo e não é recomendação de investimento.