A Receita Federal está fechando o cerco sobre o mercado cripto em 2026 — e as stablecoins entraram no centro do radar. Entre o novo sistema DeCripto, regras inéditas para importações pagas com criptomoedas e o alinhamento ao padrão internacional da OCDE, o recado é claro: toda operação vai ser reportada, cruzada e tributada.

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O que muda com o DeCripto em 2026
A Instrução Normativa RFB nº 2.291/2025 entrou em vigor em janeiro de 2026, mas a obrigação de enviar o DeCripto mensalmente começa em julho de 2026. Na prática, passa a ser obrigatório reportar praticamente tudo:
- Compra e venda de criptomoedas (cripto ↔ real);
- Trocas entre criptos (cripto ↔ cripto);
- Transferências e envios para carteiras;
- Pagamentos feitos com criptoativos.
Esses dados ainda serão compartilhados com outros países, em linha com o Crypto-Asset Reporting Framework (CARF) da OCDE. É o fim da ideia de que cripto “não aparece” para o Fisco.
Stablecoins na mira: vão pagar imposto
O ponto mais sensível é o das stablecoins. Além de entrarem no escopo de tributação que a Receita planeja, o Banco Central passa a tratar compra, venda e troca de stablecoins como operações de câmbio, com novas regras em vigor a partir de fevereiro de 2026. Isso muda completamente o enquadramento de quem usa USDT e USDC no dia a dia.
“As importações que superam US$ 30 bilhões por ano podem estar ocorrendo via pagamentos em stablecoins para escapar de tarifas e impostos.”
— Fonte da Polícia Federal
Importação paga com cripto também muda
A Instrução Normativa nº 2.326/2026 incorpora regras da Organização Mundial das Aduanas (OMA) e altera a forma de declarar o valor de produtos comprados em sites estrangeiros pagos com criptomoedas. A medida não cria um imposto novo, mas estabelece critérios que dificultam usar Bitcoin e stablecoins como referência direta de preço em contratos de importação, fechando uma brecha de evasão.
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| Mudança | Quando vale |
|---|---|
| IN 2.291/2025 (regra DeCripto) | Janeiro/2026 |
| BC trata stablecoin como câmbio | Fevereiro/2026 |
| Reporte mensal DeCripto obrigatório | Julho/2026 |
O cerco da Receita em números
Jul/2026
DeCripto obrigatório
US$ 30 bi
Importação/ano sob suspeita
OCDE
Dados compartilhados (CARF)
O que você deve fazer agora
Não há motivo para pânico — há motivo para organização. Quem opera de forma transparente só tende a ganhar com regras mais claras. As recomendações práticas:
- Guarde os comprovantes de todas as operações (compra, venda, troca, transferência);
- Use plataformas que registram as operações e facilitam a declaração;
- Declare corretamente ganhos de capital e posições, como já exige a Receita;
- Acompanhe os prazos: o reporte mensal aperta a partir de julho de 2026.
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Perguntas Frequentes
Stablecoin vai pagar imposto no Brasil?
Sim, as stablecoins entraram no escopo de tributação planejado pela Receita, e o Banco Central passou a tratar compra, venda e troca de stablecoins como operações de câmbio a partir de fevereiro de 2026.
O que é o DeCripto e quando começa?
É o novo sistema de reporte de operações com criptoativos da Receita Federal. A regra entrou em vigor em janeiro de 2026, mas o envio mensal obrigatório começa em julho de 2026, cobrindo compra, venda, permuta, transferências e pagamentos.
Preciso declarar cripto mesmo sem vender?
Sim. A Receita exige a declaração de posições e operações conforme as regras vigentes, e o novo modelo amplia o detalhamento e o cruzamento de dados, inclusive com outros países via padrão da OCDE.
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Leia também: Imposto de Renda sobre Bitcoin 2026 — guia da Receita Federal